O que fica do sofrimento?

O pensamento hoje é bem breve e objetivo. Não cabe aqui fazer distinção e mensurar a carga de sofrimento, o tipo de sofrimento, a dimensão do sofrimento, de um ou de outro, seja por doenças, luto, desilusões, etc, cabe aqui entender a objetividade do resultado que ele deve nos proporcionar em termos de aproveitamento desta situação de vida a qual todos estamos suscetíveis e, que nem sempre é aceita ou entendida!

O medo, a raiva, a angustia, a aflição, a solidão, a culpa, a irritação, o desânimo, dentre tantos outros sentimentos existentes e decorrentes do momento de sofrimento não devem ser entendidos como um fim em si mesmos. Todos esses sentimentos são reações meramente humanas, totalmente normais e até mesmo compreensíveis frente a situação de sofrimento vivida e experimentada pelo indivíduo que sofre e/ou por quem está próximo à ele.

O fato, como disse, é que esses sentimentos, devem ser entendidos somente como reações humanas, biológicas e afetivas momentâneas, ocasionadas e “despertadas” diante do “poder” que o sofrimento exerce sobre nós e, que nos proporciona. Mas elas, assim como o próprio sofrimento, não devem ser vistas como o fim, mas um meio de se alcançar algo novo, algo quem tenha algum valor.

Resumindo… (poderíamos aqui explanar este assunto e muito – talvez futuramente), o sofrimento, ainda que momentaneamente nos faça experimentarmos de forma “amarga” os piores sentimentos em relação a vida, aos outros e a nós mesmos, não pode ser a causa da “morte” do amor, do vigor, da vida, da esperança, ou do que há de mais belo em nós mesmos, no mundo e nos outros.

O sofrimento deve e precisa ser aproveitado, como todas as outras situações vividas por cada um de nós, e aqui, se posso dar um conselho, a única coisa que o sofrimento precisa deixar em nós, como em um conceito de causa e efeito, é a SABEDORIA!

Se obtivermos, frente a todo sofrimento, a capacidade de nos abrirmos a SABEDORIA que ele tende a nos proporcionar, estaremos adquirindo uma riqueza que nenhuma outra situação de vida pode nos dar. O sofrimento nos faz crescer e nos faz aprender o que há de melhor e mais puro em cada um de nós! Ele nos mostra nossa essência, a nossa humanidade. É preciso estarmos abertos e sensíveis ao que o sofrimento quer nos falar e nos ensinar.

Ele quer nos conduzir a verdadeira SABEDORIA sobre nós mesmo, sobre a vida, sobre o mundo e sobre os outros! É isso que fica.

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