A famosa “serotonina”

A primeira vez que ouvi esta palavra, confesso que não entendi se a tal SEROTONINA (na verdade, no primeiro momento entendi como ser”a”tonina) era “de comer ou de passar no cabelo” como diz o outro…(risos), mas de acordo com o contexto da conversa que ouvia em uma sala de um consultório médico, logo percebi que era algo que faz parte do cérebro humano e mais tarde compreendi que está presente em todos os mamíferos.

Em caráter educativo, só abrindo um parênteses aqui, já foi comprovado cientificamente que grande parte da serotonina existente no corpo humano, está armazenada no intestino, o equivalente a 95% e, estudos avançados tentam descobrir os benefícios disso e sua “ligação” com o cérebro humano, local este que até então a serotonina produz o tão desejado benefício de manter um estado de humor adequado e com qualidade nos processos sinápticos. (Em breve um post sobre o processo sináptico)

E o que seria então a tal serotonina que, dentre tantos benefícios, proporciona tanta alegria nas mulheres ao comer aquele delicioso chocolate ao leite em períodos de TPM?

Pois bem, a serotonina ou 5-HT é um neurotransmissor (e aqui não vamos nos atentar aos termos técnicos, pelo menos por enquanto) da família das monoaminas catecolaminas cujo, deste grupo, também fazem parte a dopamina, a norepinefrina ou noradrenalina, entre outras. E vamos focar aqui na questão psíquica (cérebro) e falando em questão psíquica, falamos em Sistema Nervoso Central. Muitos de nós possuem certa deficiência biológica e/ou fisiológica, ou até mesmo devido a experiências negativas de vida e/ou traumáticas a produção, transporte e armazenamento do neurotransmissor serotonina foram prejudicados e acabaram se tornando ineficientes em suas funções orgânicas! Daí o aparecimento de certos “monstros” sintomáticos em nossas vidas!

OK, mas e daí? Isso é uma aula de biologia ou neurociência?

A resposta é: Não! A ideia aqui é entender um pouquinho e de forma simples, ou seja, na visão do paciente, o que é, para que serve e qual a importância dessa “substância”, se assim podemos dizer, em nosso cérebro, beneficiando o tratamento de quadros de ansiedade patológica e/ou depressão, também válido para quadros de pânico e transtornos de personalidade, e nesse pacote todo, as fobias também podem ser amenizadas pelos benefícios serotoninérgicos.

Vamos lá… Primeiro passo, quanto menos serotonina no organismo, mais sensíveis ficamos, mais alertas aos estímulos de perigo, com uma perceptível instabilidade de humor, e aqui não falo de humor no sentido de rir de uma piada por exemplo, mas uma condição emocional estável, constante e, também o “desprazer” pode tomar conta de nossos pensamentos, afetos e comportamentos pela falta ou diminuição desse importante neurotransmissor.

Ou seja, podemos dizer: “Serotonina é vida”! Sim, claro, assim como tudo que está presente em nosso organismo (essa “máquina” maravilhosa, misteriosa e altamente complexa). Porém, claro, tudo que é demais, também torna-se prejudicial. Portanto, uma visita ao médico é muito importante quando surgem os primeiros sintomas depressivos e ansiosos, para o diagnóstico de falta, diminuição ou comportamento inadequado deste neurotransmissor ou de outros que podem causar um desequilíbrio químico em determinadas regiões do cérebro.

A serotonina pode ser adquirida pelo organismo de várias e várias formas, desde exercícios físicos, momentos prazerosos com amigos e pessoas que amamos, alimentos ricos em serotonina e de outras “vitaminas” e pré/probióticos que produzem a serotonina em nosso organismo, o relaxamento, a meditação, as sessões de psicoterapia, em especial a Comportamental – Cognitiva, momentos na natureza (no mato mesmo) e, até mesmo nos momentos com aquele seu bichinho de estimação que te faz tão bem.

Como disse, a produção de serotonina beneficia o processo sináptico entre os neurônios, mais especificamente na comunicação entre eles, te fazendo se sentir melhor, pensar melhor, de forma mais racional e te levar a ter comportamentos mais adequados nos seus relacionamentos e atividades do dia a dia.

Referente os “tratamentos” alternativos citados acima em situações de transtornos considerados leves e até moderados, pode ser o quanto basta para uma melhora significativa da qualidade de vida, porém em casos mais graves de depressão por exemplo, é bem provável que o médio psiquiatra utilizará medicamentos apropriados para o aumento da serotonina e/ou maior fixação dela no processo da sinápse, sem que sejam “degradadas” em um processo chamado de recaptação pré-sináptico. Daí o nome da classe desses medicamentos: Inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS). Em breve mais sobre sinápse, na visão do paciente!

Dito todas essas coisas, quero que fique bem claro que tudo isso é apenas de caráter informativo através da visão do paciente e que, como sempre irei dizer nas postagens, nada substitui uma visita a um profissional da medicina adequado para uma consulta e tratamento eficiente. Nunca e jamais se auto medique!

Sou um cara muito curioso e todo o tratamento me levou a tornar-me ainda mais curioso. Acredito que muitos, como eu, que sofrem desses transtornos passam pelo mesmo que passo. Queremos saberrrrrrrrrrr! E é nesse sentido que quero contribuir!

Tamu junto! Viva a serotonina!

Deixe um comentário